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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Dicas rápidas pro Carnaval do Rio de Janeiro 2016


Falae galera namoradeira!
Não é segredo pra ninguém que o próximo post do TRIPando em CASAL vai ser sobre o Rio de Janeiro, mas a viagem está marcada no pós carnaval. Como não queremos deixar nossos casais amigos sem boas dicas pra curtir a cidade maravilhosa durante a folia, vai esse micro post com dicas rápidas sobre o carnaval 2016! Vamos lá:

Dica sagaz: Cuidado com os ônibus! O não muito esperto prefeito Eduardo Paes, e seu menos inteligente ainda secretário de transporte acharam que era uma grande ideia diminuir as frotas, extinguir todas as linhas e inventar novas (as tais troncais por exemplo) bem no ano das olimpíadas, quando a cidade ficará cheia de estrangeiros. E é claro, não dão informação para a população. Significa que se você pedir informação na rua pra algum carioca sobre qual ônibus pegar para chegar a rua X, provavelmente ele não saberá responder, ou pior, pode sem querer te dar uma informação errada. Prefira o metrô (que inclusive está mais barato que o busão). Caso seja obrigado a pegar ônibus, confira o trajeto antes aqui: http://www.vadeonibus.com.br/

Dica sagaz: Não me inventa moda de alugar carro, zé ruela! Você vai pra esbórnia encher a cara, nada de dirigir! E mesmo que não seja de birita, nem tente dirigir pelas ruas do Rio, todas bloqueadas pelos blocos... você só vai se aporrinhar.

A moda esse ano é fantasia com adereços, então abuse a vontade de perucas, orelhas de coelho, sainhas de personagens e afins! Se você for optar por uma fantasia inteira, lembre-se que 45 graus no Rio é o normal nessa época do ano, portanto escolha com cuidado.

Dica sagaz: A onda do Rio Surreal está mais viva do que nunca. Compre sua cerveja no mercado, gele, e leve um pequeno cooler com elas. De preferência integrado a sua fantasia.
Não esqueça de levar água para hidratar e protetor solar. Vai fazer toda diferença pra aguentar o carnaval até o final.
Lembrem-se, as camisinhas são distribuídas para solteiros e casais nos blocos e bares, então se proteja!
Por fim, blocos não são apenas para pegação, não! Pelo contrário. Muitos deles são os chamados “blocos família” que não são hiperlotados, tem crianças e adultos, muitos casais, e as pessoas se respeitam. Vamos deixar aqui alguns blocos que são adequados pra ir com a sua cara-metade sem ter aporrinhação.


Diversão Brasileira - 6/02 - 14h às 17hs - Praça Comandante Xavier de Brito, Tijuca
De palhaço e louco todo mundo tem um pouco - 06/02 - 18hs- Rua General Glicério, Laranjeiras
Que merda é essa - 07/02 - 14hs - Rua Gárcia D'Ávila, Ipanema
Turbilhão Carioca - 07/02 - 15h às 20hs – Parque dos Patins, Lagoa
Cachorro Cansado - 07/02 ou 09/02 - 17hs - Praça José de Alencar, Flamengo
Meu bem volto já  - 09/02 - 17hs - Avenida Princesa Isabel, Leme

Quer tentar outros blocos? Confere aqui:

Boa diversão, e caiam na folia caros Pierrots e Colombinas!
Não deixem de conferir a matéria completa sobre o Rio de Janeiro em breve bem aqui!


Beijos a todos!

terça-feira, 3 de março de 2015

Partiu Chile – Informações extras


            E aqui estamos nós outra vez! Pra fechar a nossa série Partiu Chile vamos falar sobre Valparaiso, Viña del mar, e alguns detalhes a mais da viagem.

1 – Valparaíso e Viña del Mar – São os destinos praianos dos chilenos que moram na capital. As cidades ficam a 117 km de Santiago e, portanto dá pra chegar lá em 1 h mais ou menos. Ônibus entre Valparaíso-Vinha del Mar, e Santiago partem várias vezes por dia.
            Se você está pesquisando sobre essas duas cidades é possível que esteja se perguntando por que as pessoas sempre escrevem sobre elas juntas, como se fossem irmãs siamesas. É porque na verdade é como se fossem. São cidades vizinhas que praticamente se tocam e são tão próximas que são ligadas por um metrô.
            Aliás, o metro é sensacional e é uma das grandes atrações das duas cidades. Sua lateral é toda em vidro e a linha passa a céu aberto de frente pro mar do Pacífico. A vista é P-H-O-D-A. Mas apesar da proximidade entre elas, as cidades em si não poderiam ser mais diferentes. Vamos, portanto uma a uma.

2 – Valparaíso – É onde fica o porto. A cidade existe entre o mar e diversos cerros (morros) que ali estão. Os grandes atrativos turísticos são: a vista do mar pelos cerros bem como seus Ascensores para a subida nos mesmos (é sério, os funiculares de Valparaiso são tombados como patrimônio histórico), a arquitetura dos imigrantes ingleses e alemães do Cerro Alegre, La Sebastiana - uma das casas museus onde viveu Pablo Neruda (mas sobre estas falaremos depois), e o museu a céu aberto no Cerro Bellavista.


Contado a real – Embora coladas, uma não tem nada a ver com a outra. Valparaíso é uma cidade portuária (e, portanto o cheiro é aquele clássico de regiões portuárias, urina etc.), e apesar de todo o esforço do governo em pintar as casinhas dos morros e etc, se você mora no Rio de Janeiro, vai perceber que não varia muito das favelas cariocas. Aliás, varia um pouco. No Rio as pessoas nas favelas são mais educadas. Toda generalização é perigosa, então, pode perfeitamente ser que eu tenha dado um pusta azar, mas que fique a nota do que vi lá: praticamente todas as pessoas que tivemos contato em Valparaíso foram grosseiras e até mesmo agressivas (M – Até me ameaçaram de morte em um ciber-café ahuahu.)

3 – Viña del Mar – 

Absolutamente diferente. Economicamente desenvolvida, Viña del Mar é tida como o balneario dos ricos e tem casas e mansões luxuosas e que pertencem a celebridades. A cidade é trabalhada para o turismo, é praiana, e os principais picos turísticos são: o Cassino (próximo a ele rola um passeio de charretes tradicional), o relógio de flores, o Museo de Bellas Artes, e o Museo Fonk (onde tem o único Moai – aqueles ídolos gigantes da ilha de Páscoa – em terras continentais).

Romantic Spot nível médio-alto – Para passear com a sua cara-metade, não perca a visita ao Castelo Wullf, e um passeio pelo calçadão da praia ao entardecer, o pôr do sol do Pacífico é mágico. O sol desce na água fazendo um efeito lindo. Aproveite o climinha.
Castelo Wullf ao entardecer



4 – A vida noturna de Viña del Mar – Viña fervilha de noite, vale a pena passar pelo menos uma noite por lá. Para curtir os bares e boates vá para o bairro Reñaca, tem muitas opções nas calles Burgoño e Vicuña Mackena.
            Agora se você quer curtir até de manhã, vá para o cassino. Fica em um Resort de frente pra praia e tem uma boate interna. Quando cansar da zoeira, vá ver o amanhecer da mais bela praia de viña.



5 – As casas de Neruda – Agora, quanto às casas-museu de Neruda no Chile, alguns leitores e amigos me perguntaram sobre, então vou dar meu ponto de vista.
            Parece óbvio, de cara, pensar: “Neruda – poeta renomado – poesia – romance – blog voltado para viagens de casal – casa onde o cara morou no Chile”. Só que não. Quer dizer. Mais ou menos.
            Neruda é um poeta realmente incrível. Seu lirismo bebe do amor a mulheres, ao povo, a pátria e as cidades chilenas, enfim. E realmente, ele tinha pelo menos três casas conhecidas onde ele passava temporadas. Eram elas: La Chascona em Santiago, La Sebastiana em Valparaíso e Isla Negra.
            Destas, conhecemos a de Santiago e a de Valparaiso. E agora...

Contado a real – É mega turistóide. Os caras pegaram literalmente qualquer babilaque que Neruda tivesse encostado e colaram pelas paredes (é sério, tem coisas tipo: a pedra pome que ele esfregava o pé.). Você se sente meio idiota vendo aquilo (até porque, são coisas cotidianas que podem ter saído do banheiro de qualquer um). Despoetizaram o cara. Só recomendo se Neruda for realmente um ídolo, ou uma coisa espiritual para você. Daquelas de fã mesmo.  Eu gosto de Neruda, mas a visita foi inútil e cara. Portanto, na minha singela opinião, é roubada.

Então, de volta a Santiago, se você quiser fazer comprar, existem vários outlets com promoções de 50% às vezes 70% de marcas muito boas, não percam a Ripleys e a Falabella.
AH! E por fim, não posso deixar de compartilhar essa curiosidade: Prestem atenção em Santiago nas cafeterias do centro. Mas cuidado. Aparentemente, a idéia de cafeteria por lá evoluiu dos “cafés franceses”, que de alguma forma distorcida e mutcho loka, foi associado às prostitutas francesas que migraram para o Chile nos séculos 18 e 19.
Desta forma, não é incomum entrar em uma cafeteria (tem várias no centro, como cafeterias comuns) no inverno de 8 graus de Santiago, e as atendentes estarem de couro, ou calcinha e sutiã, mini-sainha e sabe-se lá que outro tipo de fetiche, normalmente em um platô acima do nível dos clientes e abaixo do nível das cafeteiras.
Para desenhar: elas se dobram mostrando os decotes para pegar o pedido, e viram de costas e se esticam para cima para fazer o café, de modo a deixar o traseiro desguarnecido e a mostra. Claro que existem variações de mais a menos comportadas, fetiches de aeromoças, colegiais e outros. O sensacional é que os clientes, todos engravatados indo para o trabalho, senhores, jovens, mulheres, etc, entram, pedem seus cafés e seguem na maior naturalidade. Absolutamente curioso.


Ah, o Chile. Que lugar incrível. Se tiverem a oportunidade, não deixem de ir. É uma viagem incrível para fazer a dois.