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quinta-feira, 15 de outubro de 2015

4º Dia (Parte 1) - Brasil Raft Park



           No 4º dia, contrariando todas as expectativas da chuva da noite anterior, o dia amanheceu lindo, com céu azul e quente. Por indicação do Carlos, o gerente do Chalet Recanto do Lago, alugamos um carro na Acolhedora Turismo (http://www.acolhedoraturismo.com.br/), que é uma agência de turismo local com vários pacotes bem bacanas e disparado o melhor custo-benefício que encontramos para alugar o carro. 

             O Brasil Raft Park

            Localizado no município de Três Coroas, o Brasil Raft Park é uma das 5 operadoras autorizadas a oferecer serviços de turismo de aventura na região, incluindo rafting.
            As principais atividades que a empresa oferece são:
Kaiak, Tirolesa, Canopy (espécie de circuito de tirolesas), passeio de quadriciclo, paintball, tiro com arco e flecha e rafting (a única operadora a oferecer um circuito maior, com o total de 8Km).
            Três Coroas fica a aproximadamente 25Km de Gramado e leva em torno de 45 minutos para chegar de carro, em função das curvas e por parte de um trecho da estrada ser de terra. No site da empresa há várias descrições de como chegar até lá (http://www.brasilraft.com.br/), é só seguir as instruções direitinho, não tem mistério.
            O lugar é lindo, impressiona logo na chegada, dá uma sacada nas fotos:





            Fomos recebidos por um dos sócios, o Cristian Krummenauer, um cara maneiríssimo, super animado e gente boa.
            Logo na chegada o Cristian já conta um pouco sobre o lugar, explica a atividade (no nosso caso, o rafting) e passa um termo de responsabilidade para assinarmos. Nele tem a descrição das atividades, os riscos envolvidos em cada uma delas e é ali onde você assinala se vai querer alugar locker, roupas de neoprene e botas impermeáveis. Além disso há a opção muito legal de alugar uma câmera Go Pro para registrar os momentos da aventura. Sem contar esses extras, o pacote básico já inclui equipamento de segurança (colete salva-vidas, capacete e etc...), remos e bote.

            Obs.: Galera, os preços podem variar de acordo com a temporada e o pacote que você escolhe, mas os caras mantém o site sempre atualizado, então dá uma chegada lá e vê os preços de todas as atrações.

            Depois de assinar o termo, fomos para o primeiro desafio do dia, que é entrar nas roupas de neoprene. Sério galera, quem já usou sabe, é difícil. Devidamente paramentados nos juntamos ao outro casal que estava lá para curtir o turismo de aventura, colocamos nossos equipamentos de segurança e subimos no caminhão reboque que puxava o bote. Montanha acima. Visuais sensacionais. E a descrição bem-humorada do nosso capitão Cristian sobre a região.
            Chegando na barragem, que funciona como sistema de segurança para as atividades no Rio Paranhana, tivemos uma aula-relâmpago que explicava como utilizar os equipamentos e as orientações. Dá uma conferida no vídeo abaixo.



Para ver todos os vídeos dessa aventura dá uma checada no nosso canal.

 



            Cara, muito foda!!! Paisagem incrível, o rio era uma delicia e o dia não podia estar melhor. Enquanto a gente remava e curtia as corredeiras o capitão do bote, Cristian, nos contava sobre as classificações dos rios e que o Paranhana é classificado como nível 3, numa escala oficial que vai até 6 em dificuldades e riscos.



            Não dá pra descrever, só indo lá pra fazer! E quando chega no final a gente ainda curte uma piscina numa das bacias do rio e experimentamos uma zoeira sem noção que o nosso dileto capitão apelidou carinhosamente de “Máquina de Lavar Humana”. Quando vocês forem até lá solicitem a experiência. Vale a pena.
            Beleza, uma hora e meia mais ou menos de rafting. Água de rio. Fria. Roupa de Neoprene. Isolante térmica. Imagine nossa surpresa quando, após tirar as roupas (outro desafio no dia), e entrar nos vestiários, descobrir que nos chuveiros tinha água Q-U-E-N-T-E!
            Sensacional. Rafting feito, banho tomado. Fomos para a segunda aventura do dia. O passeio de quadriciclo 4x4. Rapaz, esse dá medo! Imagina o terreno acidentado, é pau, é pedra, é o fim do caminho... E o bicho de 380Kgs escala tudo! Você tem a clara sensação de que vai virar a qualquer momento, e esse qualquer momento é o tempo todo. E tem que ter braço viu?! Melhor pros rapazes, já que é comum que as meninas prefiram ir na garupa se segurando neles.
            Depois de mais uma aula relâmpago, dessa vez tendo o Cristiano Arozi como instrutor, subimos em nossos veículos, que eram umas belezinhas, tipo assim:


           
            Na volta vimos as fotos do rafting. Tem sempre um camarada que vai acompanhando o percurso do rio e no melhor estilo mestre dos magos ele aparece por detrás de algumas pedras com uma puta duma câmera na mão, tirando as fotos mais insanas da aventura. Ao final da aventura eles oferecem um cd com várias fotos dos melhores momentos e alguns vídeos curtos, por módicos R$50,00. Cara, vale a pena. É uma recordação e tanto.
            Gente, no mais, podem ir tranquilos, o local é extremamente seguro, assim como as atividades. Os instrutores passam segurança e muito profissionalismo, nada acontece por acaso ali, tudo é muito bem pensado pro bem-estar dos aventureiros. Desde a intensidade do fluxo do rio, controlado por sistemas de barragens, até a higiene dos equipamentos básicos usados nas atividades, que é impecável. Tudo é muito lindo e bem cuidado. Você vê que os donos têm um carinho muito grande pelo local e pela natureza.
            Três Coroas, Canela e Gramado são municípios que fazem fronteira. Apesar de parecer distante, o deslocamento compensa, e muito. Sobretudo se pensarmos que o próprio parque conta com alguns pacotes que já incluem o serviço de transfer. Pensando do ponto de vista de casal (lembrem-se, casal, não para grupos) vale muito mais a pena fechar um pacote com transfer do que alugar um carro, que além do aluguel, você vai pagar o pedágio e a gasolina.
            Por fim, o que a gente quer passar pra vocês aqui é que de alguma maneira a gente descobriu, vivenciou o fato de que o turismo de aventura funciona, e muito, para aproximar ainda mais os casais. Vamos terminar essa matéria com essa mini entrevista com o nosso guru do bote Cristian Krummenauer.



1 - Como surgiu o Brasil Raft Park? O brasil Raft Park surgiu com uma ideia de trazer as pessoas momentos de muita diversão ao meio da natureza. Começamos a empresa no ano de 1996 onde eu e meu sócio Cristiano Arozi viajávamos mundo a fora em competições internacionais da canoagem. Ficamos muito empolgados com a ideia de fazer o que estávamos vendo lá fora como atrativo de turismo de aventura então começamos a Brasil Raft utilizando de nossa experiência esportiva em rios de corredeira transformando essa experiência em um vivência turística.
2 - O Brasil Raft Park funciona o ano todo? Quais atividades são executadas?
O parque está aberto o ano todo com atendimento mediante reservas antecipadas. Os passeios que oferecemos são CANOPY, RAPEL, TIROLESA RAFTING, QUADRICICLO, PAINTBALL, ARCO E FLECHA E SLECKLINE.
3 - Na sua opinião, por que o turismo de aventura atrai tanto os casais? É um momento em que os casais podem ter experiências extremamente fortes relacionadas à emoção. E isso incentiva a vinda de casais em busca de momentos especiais a dois.

4 - Quais atividades do Brasil Raft Park são mais procuradas por casais? Rafting, Quadriciclo e Canopy.
5 -  Deixe seu convite para os leitores do TRIPando em CASAL?
Faço um convite a todos os casais a viverem momentos de muita emoção e divertimento nas aventuras que o Brasil Raft Park proporciona. Pois somos especialistas no prazer da descoberta...  Venham ter momentos especiais a dois aqui, conosco.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

2º Dia – Canela/Parque do Caracol


                Acordamos no segundo dia, fomos até a rodoviária e pegamos o ônibus local (R$2,35) até Canela.
                Canela é uma espécie de cidade “primo-pobre” de Gramado. A cidade fica em torno de 10 minutos de Gramado e a estrada que existe entre elas se chama Av. das Hortênsias e ganhou tanta importância nos últimos anos que diversos ponto turísticos e lojas de chocolates de Gramado se encontram nessa avenida. O que praticamente une as duas cidades.
                Vale ressaltar que uma estratégia muito utilizada pelo pessoal que tá com a grana curta é escolher uma hospedagem em Canela, pois os preços são considerados mais “em conta”. E realmente, a cidade em si parece ter menos “glamour” do que Gramado.
                O grande atrativo da cidade é a Catedral de Pedra com inúmeras influências maçônicas em sua arquitetura.



                De resto, Canela é um ponto estratégico para diversos passeios ecológicos da região. E o nosso passeio foi para:

Parque do Caracol



Para ir ao Parque do Caracol você precisa saber o seguinte. Primeiro que embora muitas pessoas digam que só pode chegar até lá de carro, na rua de trás da rodoviária há um ponto de ônibus para onde saem veículos com muitos destinos, um deles o Parque do Caracol. Os horários específicos desse ônibus são 8h15min e 12:00. O mesmo ônibus retorna às 12h20min e 18h, com destino ao centro de Canela. Nos planejamos para ir ao 12:00 e voltar as 18:00. O valor desse ônibus é R$2,30.

(Dica) Tome um café da manhã reforçado, vá ao parque pela manhã e almoce em Canela, assim você terá a tarde livre.

A entrada no Parque do caracol custa R$18,00, mas fique atento, estudantes com carteirinha pagam meia.
O grande atrativo do parque é a Cascata do Caracol e a escada da Perna Bamba, uma escadaria com 751 degraus, que te leva até perto da base da cascata.




Galera, o vizuba lá de baixo é incrível. Dá uma sacada nas fotos.






Quando você tá descendo tudo é tranquilo, mas esse vizuba tem um preço.

(Dica Sagaz) Para descer todo santo ajuda, mas o grande macete para subir é ir parando nos locais de descanso e demorar nos banquinhos apenas tempo o suficiente para que a sua respiração normalize. Desta forma o retorno não demora e as pernas não reclamam.



                O restante do parque é composto por trilhas, sempre muito suaves, que valem o passeio e as fotos. Por mais belo seja o movimento das águas nos foi advertido que a água não apenas não é potável como não é aconselhável se banhar nelas. 




Um visitante, inclusive, nos disse que não deveríamos nem encostar pois ela viria de esgoto. Não parecia, mas por via das dúvidas não encostamos. Se alguém souber a resposta desse mistério por favor comente. 

                
            No tocante às trilhas algumas são principais, calçadas com tijolos e amplas.



Outras são secundárias, calçadas com britas e madeira.


      E tem as “roots”. Mas essas não tem nada de selvagem, elas simplesmente não tem demarcação de piso, a não ser um chão de terra batida meio apagado, e aparentemente meio abandonadas.
                O parque na verdade não é tão grande, é possível conhece-lo integralmente e sem correria em umas 3 horas, o que é um problema para quem depende do ônibus de 18:00 para voltar, portanto nossa dica é, se possível, tente ir no turno da manhã.

Dicas Rápidas:
-Leve uma boa câmera, de preferência a prova d’água.
-Leve um binóculo para olhar do mirante e na base da cascata.
-Passeie pelas lojinhas da entrada do parque (algumas oferecem degustação de cachaças e linguiças artesanais, deliciosas, por sinal)

Dica Esperta: Por mais que seja em um parque fechado os preços dos licores e cachaças são mais “em conta” do que na cidade de Gramado.
Vale a pena conhecer!

De volta a Gramado procuramos um lugar para jantar e encontramos um simpático barzinho alemão na Galeria Largo da Borges, chamado Fritz Haus.
                É claro, como a especialidade é alemã provavelmente foi a carta de cerveja mais completa que vimos em Gramado. Cervejas importadas, nacionais, artesanais e regionais. Os Preços são até razoáveis perto do que normalmente se cobra em Gramado.

M. diz: O garçom que nos atendeu foi o mesmo que tirou meu chopp. Me chamou a atenção o cuidado com o qual o chopp foi tirado. Era um Grambier de trigo, muito bom por sinal.



            A comida era bem gostosa mas nada de sensacional, o prato individual dá para duas pessoas.
Um ponto negativo é que, uma vez que no frio de Gramado, a comida esfriou muito rápido, ficou como sugestão que os pratos venham aquecidos, para manter o calor da comida por mais tempo.
                O ponto positivo é que apesar de já estarmos lá, ao contrário do La Gruyére, nos foi oferecido o transfer de volta ao hotel como cortesia pela nossa visita.

E assim terminamos nosso 2º dia e voltamos ao hotel para descansar e nos prepararmos para o próximo dia.